Eleições legislativas São Tomé e Príncipe 2026 (Assembleia Nacional) — Resultados ao vivo
Os resultados ao vivo aparecerão aqui assim que a contagem começar, no dia da eleição. Esta página é atualizada automaticamente.
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São Tomé e Príncipe vota a 27 de setembro de 2026
São Tomé e Príncipe realiza eleições legislativas a 27 de setembro de 2026 para renovar os 55 lugares da Assembleia Nacional, a par de eleições regionais e autárquicas. A votação legislativa segue-se à eleição presidencial realizada no início do ano, o que faz de 2026 um ano decisivo para uma das mais pequenas e estáveis democracias multipartidárias de África — um país de duas ilhas no Golfo da Guiné com um eleitorado de cerca de 120 mil pessoas.
A eleição decorre num contexto de turbulência institucional invulgar. Em janeiro de 2025 o Presidente Carlos Vila Nova exonerou o governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada, um ato que Trovoada e o seu partido, a Acção Democrática Independente (ADI), contestaram por inconstitucional.
Como funciona o sistema eleitoral
Os 55 deputados da Assembleia Nacional cumprem mandatos de quatro anos. Cinquenta e três são eleitos por representação proporcional em listas fechadas, em sete círculos plurinominais correspondentes aos distritos do país — seis na ilha de São Tomé e um na Região Autónoma do Príncipe — e dois lugares adicionais representam os são-tomenses residentes no estrangeiro, na Europa e em África. Dentro de cada círculo os mandatos são distribuídos pelo método da média mais alta, o método d'Hondt.
O partido ou coligação que reúna a maioria, ou seja 28 dos 55 lugares, forma governo sob a direção de um primeiro-ministro. O sistema é semipresidencial: o Presidente da República é chefe de Estado e o primeiro-ministro dirige o executivo, respondendo perante a Assembleia. Esta divisão de poderes torna recorrentes na política são-tomense os períodos de coabitação entre um Presidente e um primeiro-ministro de campos rivais.
O quadro partidário
A política é dominada por dois partidos de longa data. A Acção Democrática Independente (ADI), associada a Patrice Trovoada, tem sido a força mais votada nas eleições recentes. O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), liderado pelo antigo primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, é o partido histórico da independência e o principal rival da ADI. Partidos e coligações mais pequenos — entre eles o agrupamento MCI–PCD–UDD e o mais recente movimento de cidadãos Basta — disputam os restantes lugares e podem deter o fiel da balança.
A exoneração do governo de Trovoada em 2025 e a nomeação de Américo Ramos como primeiro-ministro sem o apoio da ADI agudizaram a rivalidade e tornaram estas legislativas um teste invulgarmente consequente sobre qual dos blocos controlará a Assembleia.
As eleições de 2022
Nas eleições de setembro de 2022 a ADI obteve maioria absoluta, devolvendo Patrice Trovoada ao cargo de primeiro-ministro pela quarta vez, enquanto o MLSTP/PSD se manteve como principal força da oposição. A ADI reuniu 46,88% dos votos e 30 lugares, o MLSTP/PSD 32,73% e 18 lugares, o Movimento Basta 8,79% e 2 lugares e a coligação MCI–PS/PUN 6,47% e 5 lugares. A participação situou-se em cerca de 65,36%, com cerca de 80 mil votos expressos num universo de aproximadamente 122 600 eleitores inscritos. Os observadores internacionais consideraram o processo pacífico e livre.
O que observar em 2026
As questões decisivas são se a ADI consegue renovar a sua maioria depois da convulsão da exoneração de 2025, se o MLSTP/PSD consegue capitalizar a crise para regressar ao poder, e como se saem os partidos mais pequenos e o movimento Basta. O resultado determinará se o próximo primeiro-ministro governa com ou contra o Presidente Vila Nova, e portanto se o país entra em novo período de coabitação. A estabilidade governativa, a gestão das modestas perspetivas petrolíferas e turísticas das ilhas, o custo de vida elevado e os serviços públicos dominam a campanha.
O que esta página mostra
Os resultados oficiais da Comissão Eleitoral Nacional aparecem aqui à medida que forem publicados, com a distribuição de mandatos e a participação, acompanhados sempre da parte do apuramento em que assentam. Não são publicadas nesta página sondagens à boca das urnas nem projeções, e nenhum vencedor é declarado antes de a contagem o ter determinado.
Perguntas frequentes
Quando são as eleições legislativas de 2026 em São Tomé e Príncipe?
A 27 de setembro de 2026. São eleitos os 55 deputados da Assembleia Nacional para um mandato de quatro anos, a par de eleições regionais e autárquicas.
Como é eleita a Assembleia Nacional?
Por representação proporcional em listas fechadas. Cinquenta e três deputados são eleitos em sete círculos plurinominais — seis na ilha de São Tomé e um na Região Autónoma do Príncipe — e dois representam os são-tomenses residentes no estrangeiro. Os mandatos são distribuídos pelo método d'Hondt e a maioria é de 28 lugares.
Porque é que esta eleição é importante?
Porque decorre depois da exoneração do governo de Patrice Trovoada pelo Presidente Carlos Vila Nova em janeiro de 2025, contestada pela ADI como inconstitucional, e da nomeação de Américo Ramos como primeiro-ministro sem o apoio daquele partido. O resultado determina se o próximo governo trabalha com ou contra o Presidente.
Quais são os principais partidos?
A Acção Democrática Independente (ADI), associada a Patrice Trovoada, e o MLSTP/PSD, partido histórico da independência liderado por Jorge Bom Jesus. Disputam ainda lugares o movimento Basta e o agrupamento MCI–PCD–UDD, que podem deter o fiel da balança.
Como correram as eleições de 2022?
A ADI obteve 46,88% e 30 dos 55 lugares, uma maioria absoluta, e Patrice Trovoada regressou a primeiro-ministro. O MLSTP/PSD ficou com 32,73% e 18 lugares, o Basta com 8,79% e 2, e a coligação MCI–PS/PUN com 6,47% e 5. A participação foi de cerca de 65,36%.
Quando estarão disponíveis os resultados?
Os resultados oficiais são divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional após o encerramento das urnas e aparecem nesta página à medida que forem publicados, com indicação da parte do apuramento em que assentam. Não são publicadas projeções.
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